A Ultragaz inaugurou em Paulínia (SP) sua primeira estação própria de abastecimento de biometano, voltada aos caminhões utilizados na distribuição a granel da companhia. A estrutura terá capacidade para fornecer até 20 mil m³ do combustível renovável por dia, volume suficiente para abastecer cerca de 200 caminhões diariamente.
A nova unidade faz parte da estratégia da empresa para reduzir as emissões de sua operação logística e ampliar o uso de combustíveis renováveis no transporte pesado. Segundo a Ultragaz, a substituição de combustíveis convencionais pelo biometano poderá evitar aproximadamente 960 toneladas de CO₂ equivalente por ano em emissões diretas.
A estação atenderá uma operação que distribui produtos para cerca de 6 mil clientes empresariais por mês no interior paulista. A escolha de Paulínia também coloca a estrutura próxima de uma região com forte concentração industrial e relevante infraestrutura logística e energética.
Mais do que substituir o combustível utilizado pelos caminhões, a iniciativa evidencia um dos principais desafios para a expansão do biometano no transporte: a necessidade de construir uma rede de abastecimento capaz de dar escala ao combustível.
Produção
O biometano é produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos e pode ser utilizado em veículos adaptados para gás natural. Seu uso no transporte pesado vem ganhando espaço como alternativa para reduzir emissões em operações nas quais a eletrificação completa da frota ainda enfrenta limitações de autonomia, peso e infraestrutura.
No caso da Ultragaz, a instalação de uma estação própria permite integrar combustível, infraestrutura e operação logística dentro de uma mesma estratégia. A empresa passa a ter maior controle sobre o abastecimento dos veículos que percorrem as rotas de distribuição e cria uma estrutura que pode ser ampliada conforme a adoção do combustível avance.
A movimentação também ocorre em um momento de diversificação da matriz energética utilizada pelo setor de transportes, impulsionada pela busca por alternativas de menor intensidade de carbono. Para empresas com grandes operações logísticas, a transição depende não apenas da disponibilidade do combustível, mas de investimentos em infraestrutura, veículos e planejamento das rotas.
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