A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) desacelerou pelo segundo mês consecutivo em maio, mas continuou sendo pressionada pelos aumentos da energia elétrica e dos alimentos. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da região ficou em 0,51% no mês, abaixo do resultado nacional, que alcançou 0,58%.
Apesar da desaceleração em relação a abril (0,64%) e março (1,47%), o custo de vida dos moradores da RMS segue avançando acima da média do país no acumulado do ano. Entre janeiro e maio, a inflação na região chegou a 3,57%, superando o índice nacional de 3,20%.
O principal fator de pressão inflacionária voltou a ser o grupo de alimentos e bebidas, que registrou alta de 1,69% em maio e exerceu a maior influência sobre o resultado geral. Além de acelerar frente a abril (1,01%), o aumento representa o maior IPCA para alimentos em um mês de maio nos últimos 18 anos na Região Metropolitana de Salvador.
Os alimentos consumidos dentro de casa foram os principais responsáveis pelo avanço dos preços, com destaque para tubérculos, raízes e legumes, que dispararam 21,97%. A batata-inglesa teve alta expressiva de 42,85%, enquanto o tomate subiu 22,43%. Também contribuíram para o encarecimento da cesta básica itens importantes do dia a dia, como leite longa vida (7,25%) e carnes (1,01%), incluindo a costela, que avançou 3,84%.
Dos dez produtos que mais subiram de preço em maio na RMS, nove pertencem ao grupo de alimentos, evidenciando a pressão crescente sobre o orçamento das famílias.
Energia
A energia elétrica foi o item que mais impactou individualmente a inflação do mês. Com aumento de 6,73%, a conta de luz impulsionou o grupo habitação, que registrou a maior variação entre todos os segmentos pesquisados, com alta de 1,97%.
O avanço da tarifa foi resultado da combinação do reajuste de 4,78% aplicado a partir de 22 de abril e da adoção da bandeira tarifária amarela durante o mês de maio, que acrescentou cobrança extra sobre o consumo de energia.
Além da habitação, o grupo saúde e cuidados pessoais também apresentou elevação relevante, de 1,1%, influenciado principalmente pelo aumento de 6,30% nos preços dos perfumes.
Transportes
Por outro lado, a inflação não foi maior graças à queda dos preços dos transportes, que registraram recuo de 1,81% e exerceram o principal efeito de contenção sobre o índice. Os combustíveis ficaram mais baratos, com destaque para a gasolina (-3,45%), o etanol (-9,64%) e o óleo diesel (-3,79%).
Nos últimos 12 meses encerrados em maio, a inflação acumulada na Região Metropolitana de Salvador chegou a 4,67%, acima dos 4,51% registrados até abril, mas ainda ligeiramente abaixo da média nacional, de 4,72%.
O resultado mostra que, embora a desaceleração da inflação esteja em curso, o custo de itens essenciais, como alimentação e energia elétrica, continua sendo o principal desafio para o orçamento das famílias baianas.
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