A Axia Energia divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 e elevou mais uma vez os investimentos, totalizando R$1,4 bilhão, aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguindo a trajetória de crescimento, o foco da companhia se manteve na ampliação e modernização da infraestrutura de transmissão e na gestão do portfólio de geração 100% renovável.
A companhia registrou lucro líquido IFRS ajustado de R$3,7 bilhões no período, comparado a um prejuízo de R$80 milhões no mesmo trimestre de 2025. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido ajustado da companhia avançou 196%, refletindo os bons resultados na venda de energia, redução de 3% das despesas com Pessoal, Materiais, Serviços e Outros (PMSO) e o baixo volume de provisões. O Ebitda regulatório ajustado acompanhou o desempenho positivo, totalizando R$8,6 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 60% ante os primeiros três meses de 2025.
“Avançamos na agenda de eficiência operacional e reforçamos a disciplina na execução da nossa estratégia. A evolução de indicadores como lucro líquido e Ebitda, combinada ao aumento do ritmo de investimentos, reflete nosso foco em expandir a transmissão, elevar a confiabilidade e promover melhorias contínuas nos ativos. Seguimos comprometidos com a geração de valor de longo prazo, com transparência na prestação de contas ao mercado e aos acionistas, foco no cliente e rigor na alocação de capital”, afirma o presidente da Axia Energia, Ivan Monteiro.
Outros destaques
No segmento de transmissão, a Axia Energia está implementando 286 empreendimentos de grande porte, com previsão de adicionar R$2 bilhões em Receita Anual Permitida (RAP) no período de 2026 a 2030, com investimentos estimados em R$15,0 bilhões. Do total de R$1,4 bilhão investidos no primeiro trimestre, R$977 milhões foram direcionados para a transmissão, alta de 49% ante igual período de 2025.
Outros R$185 milhões foram destinados para geração, R$86 milhões foram alocados nas iniciativas na área ambiental e R$ 67 milhões a infraestrutura. A modernização de Itaipu com o projeto High Voltage Direct Current (HDVC) absorveu R$ 41 milhões.
Na comparação com igual trimestre de 2025, houve queda de R$2,2 bilhões no estoque de empréstimos compulsórios, decorrente de acordos celebrados e decisões judiciais favoráveis. Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve uma diminuição de R$ 19 milhões. Desde o terceiro trimestre de 2022, quando as negociações foram iniciadas, o estoque de provisões relacionadas ao empréstimo compulsório diminuiu R$14,8 bilhões.
Bolsa
Em abril de 2026, a empresa aprovou em Assembleia a migração para o Novo Mercado da B3, avançando mais uma etapa na simplificação da estrutura acionária, no aumento da liquidez das ações e no fortalecimento das práticas de governança corporativa.
Na gestão de portfólio, a Axia Energia manteve o foco na estratégia de simplificação e redução de riscos. Os destaques do período foram a conclusão da venda da participação na Emae, em janeiro; o descruzamento das participações societárias em transmissão, com a alienação da totalidade da participação na IE Madeira e a aquisição de 100% da IE Garanhuns, em março; e a assinatura, em abril, do contrato para venda de participações minoritárias de 49% em sociedades de propósito específico de transmissão, transação que resultará no recebimento de R$ 451,5 milhões.
A companhia também manteve participação ativa no Leilão de Reserva de Capacidade 2026 e arrematou 190 MW de potência, para investimentos de cerca de R$ 1 bilhão na construção de uma nova unidade geradora na Usina Hidrelétrica de Luiz Gonzaga, com início de suprimento previsto para agosto de 2031, por prazo de 15 anos.
A agenda ESG também foi destaque, com melhora no nível de segurança da Usina Hidrelétrica Colíder, no Mato Grosso, além do fortalecimento da agricultura familiar, pecuária e preservação ambiental nos municípios do entorno do Rio São Francisco, através da implementação do Projeto Lagos do São Francisco.
A empresa anunciou ainda a primeira Neocloud da América Latina, numa iniciativa desenvolvida em parceria com o Cepel e voltada para a inteligência artificial aplicada no setor elétrico, com aprimoramento na capacidade computacional utilizada em modelos meteorológicos.
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