A Isa Brasil Energia, líder em transmissão de energia no País, anuncia a entrada em operação comercial do Projeto Riacho Grande no Estado de São Paulo com uma antecipação de cinco meses em relação ao prazo regulatório definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O novo empreendimento, que foi arrematado no Leilão de Transmissão nº 01/2020, aumenta a confiabilidade, a segurança e a flexibilidade no fornecimento de energia para mais de 2 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo.
Com investimento de R$1,1 bilhão, previsto pela Aneel, o projeto engloba 44,6 km de linha subterrânea, 9 km de linhas aéreas e uma nova subestação blindada com 800 MVA de capacidade (São Caetano do Sul), além da ampliação de duas subestações existentes (Miguel Reale e Sul).
“O Projeto Riacho Grande é um marco para o sistema elétrico da Região Metropolitana de São Paulo, não apenas pela sua complexidade, mas pela robustez da infraestrutura entregue. É uma obra de engenharia pensada para sustentar o crescimento urbano e industrial da região com alta confiabilidade, segurança operacional e reduzido impacto ambiental. A energização deste empreendimento representa um legado para milhões de pessoas e consolida um novo patamar de desempenho para o sistema elétrico metropolitano”, afirma Dayron Urrego, diretor-executivo de Projetos da Isa Brasil Energia.
Engenharia de ponta
Entre os grandes diferenciais do Projeto Riacho Grande está a implantação da maior linha subterrânea de transmissão já construída no Brasil, com 44,6 km de extensão. Essa infraestrutura conecta a capital paulista à região do ABC, permitindo a expansão de novas cargas e impulsionando o crescimento industrial da região.
Os cabos subterrâneos utilizados contam com tecnologia embarcada para monitoramento em tempo real, capaz de identificar variações de temperatura e possíveis falhas, o que aumenta a resiliência da rede e facilita a manutenção preventiva. As obras foram executadas com métodos construtivos que preservam o tráfego urbano, minimizando impactos à população.
Além disso, o projeto inclui 9 km de linhas aéreas que interligam as Subestações São Caetano do Sul, Ibiúna e Tijuco Preto. Essa conexão permite que a energia gerada pela Usina de Itaipu chegue até a Subestação Sul, em Santo André, que passou a ser abastecida por quatro fontes distintas: Baixada Santista, Embu Guaçu, Ibiúna e Tijuco Preto — antes eram apenas duas.
Essa diversificação aumenta a confiabilidade do sistema, reduz o risco de sobrecarga e garante maior segurança mesmo em situações críticas, como eventos climáticos extremos. Também fortalece o suprimento para a nova Subestação São Caetano do Sul.
Com foco em sustentabilidade, a companhia adotou práticas como alteamento de torres, áreas reduzidas de trabalho e lançamento de cabos com drones. O destaque fica para a construção de uma das maiores torres de transmissão do Estado de São Paulo, com 120 metros de altura e 100 toneladas, próxima à Represa Billings – equivalente a um prédio de 30 andares.
Subestação São Caetano do Sul
O projeto inclui a nova Subestação São Caetano do Sul, com 11,8 mil m² de área construída, com 800 MVA de capacidade instalada. É a primeira da companhia na região a operar com a tecnologia GIS (Gas-Insulated Switchgear), ideal para áreas urbanas, pois ocupa até 75% menos espaço e apresenta baixo nível de ruído.
O principal destaque da instalação são os maiores transformadores de potência em volume já implementado pela Isa Brasil Energia. São três máquinas idênticas, cada uma com capacidade de 400 MVA, projetadas para operar de forma silenciosa mesmo sob carga máxima. Duas delas funcionarão continuamente, enquanto a terceira ficará em reserva estratégica.
O projeto também contemplou a ampliação das subestações Sul e Miguel Reale, cujas capacidades operacionais foram ampliadas com a energização dos novos circuitos.
Dados do projeto
- Leilão: nº 01/20 (Aneel)
- Localização: Estado de São Paulo
- Área beneficiada: Capital e região do ABC paulista
- Investimentos: R$ 1,1 bilhão
- Empregos gerados: 2,2 mil durante as obras
- Operação: 44,6 km de linha subterrânea de 345 kV, 9 km de linhas aéreas de 345 kV e uma nova subestação com 800 MVA de potência (São Caetano do Sul), além da ampliação de duas subestações existentes (Miguel Reale e Sul)
- Prazo Aneel: energização até março de 2026
- Receita Anual Permitida (RAP): R$ 93,1 milhões (ciclo tarifário 2025/2026)
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