A inflação perdeu força em janeiro, mas seguiu elevada na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O IPCA avançou 0,52%, abaixo do registrado em dezembro de 2025 (0,59%), indicando leve desaceleração no mês. Ainda assim, o resultado ficou bem acima da média nacional (0,33%) e foi o segundo maior entre os 16 locais pesquisados pelo IBGE, atrás apenas de Rio Branco (0,81%).
O índice também marca o janeiro mais inflacionário da RMS em três anos, desde 2023, quando o IPCA havia atingido 1,09%. No acumulado de 12 meses até janeiro, a inflação na região chegou a 3,94%, acelerando frente ao encerramento de 2025 (3,80%), mas ainda abaixo do patamar observado um ano antes (4,93%). O resultado coloca Salvador como o 5º menor índice do país nessa base de comparação, inferior ao acumulado nacional (4,44%).
O principal motor da inflação em janeiro foi o grupo Transportes, que subiu 1,46% e teve a maior contribuição para o IPCA da RMS. O avanço foi puxado, sobretudo, pela alta dos combustíveis (3,37%), com destaque para a gasolina (3,35%), item que exerceu a maior pressão inflacionária individual no mês, e para o etanol (7,48%).
Também pesaram os reajustes no ônibus urbano (5,19%), ônibus intermunicipal (4,65%) e no aluguel de veículos (16,69%), maior alta entre todos os itens pesquisados. Em sentido oposto, a queda no transporte por aplicativo (-10,99%) e nas passagens aéreas (-3,00%) ajudou a conter uma pressão ainda maior sobre o grupo.
Outro destaque foi Saúde e cuidados pessoais, que avançou 0,82% e respondeu pela segunda maior contribuição para a inflação do mês, influenciada principalmente pelos produtos de higiene pessoal (1,18%), como perfumes (3,23%).
Habitação
Já entre os grupos que ajudaram a segurar o IPCA, a Habitação recuou 0,48%, exercendo a maior contribuição negativa para o índice regional. O resultado refletiu, sobretudo, a queda da energia elétrica residencial (-2,90%), principal fator de alívio inflacionário em janeiro, além da redução no gás de botijão (-0,80%).
Também apresentaram queda o Vestuário (-0,74%), puxado pela redução nos preços da roupa feminina (-2,07%), e Educação (-0,04%), influenciada pelo recuo do livro didático (-1,10%).
Principais destaque
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Inflação do mês: 0,52%
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Brasil: 0,33%
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Posição no ranking nacional: 2ª maior entre 16 regiões
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Acumulado em 12 meses: 3,94%
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Grupo que mais pressionou: Transportes (+1,46%)
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Alta dos combustíveis: +3,37%
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Gasolina: +3,35%
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Etanol: +7,48%
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Maior alívio inflacionário:
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Energia elétrica residencial: -2,90%
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