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Capa PETRÓLEO, GÁS & BIOCOMBUSTÍVEL
petroleo

A fase de exploração tem início com a assinatura dos contratos para exploração e produção de petróleo e gás natural (Foto: Arthuro Paganin)

Exploração em alta: ANP fecha 2024 com recorde de blocos sob contrato

Segundo a agência reguladora, o avanço foi impulsionado pelo sucesso do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão e pelo 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, realizados no final de 2023

EnergiaNews por EnergiaNews
01/09/2025
em PETRÓLEO, GÁS & BIOCOMBUSTÍVEL
Tempo de Leitura: 4 minutos
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O ano de 2024 terminou com 420 blocos exploratórios sob contrato, o maior número desde a criação da ANP. O dado está disponível no Relatório Anual de Exploração 2024, divulgado hoje (1º/9) pela Agência, que apresenta o panorama do desempenho do segmento de exploração de petróleo e gás natural no Brasil, no período de 2016 a 2024.

O avanço foi impulsionado pelo sucesso do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão e pelo 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, realizados no final de 2023. Como consequência dos dois leilões, foram assinados 182 novos contratos em 2024, superando amplamente o recorde anterior de 67 contratos assinados em 2018.

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A fase de exploração tem início com a assinatura dos contratos para exploração e produção de petróleo e gás natural. Nela, são realizados estudos para detectar a presença de petróleo e/ou gás natural nas áreas sob contrato, chamadas de blocos, em quantidade suficiente para tornar sua extração economicamente viável. Tendo sucesso nessa etapa, as empresas poderão passar para a fase seguinte do contrato, a fase de produção.

Veja mais informações sobre a fase de exploração.

Destaques dos blocos em 2024

Ao final de 2024, o ambiente terrestre manteve a liderança em número de blocos, totalizando 278 blocos sob contrato contra 142 no ambiente marítimo. Em contrapartida, o ambiente marítimo concentrou 60% da área contratada, 107 mil km², refletindo a maior dimensão média dos blocos no mar.

No ambiente marítimo (offshore), destacou-se a Bacia de Pelotas, com 44 blocos, sendo que desde 2020 não havia blocos sob contrato nessa bacia. Na sequência, a Bacia de Santos finalizou o ano com 32 blocos, seguida pelas Bacias de Campos, com 15, e Barreirinhas, com 11. No que se refere à área, a Bacia de Santos manteve a maior extensão contratada no ambiente marítimo (29,0 mil km²), seguida pelas bacias de Pelotas e Campos.

Em terra (onshore), a Bacia Potiguar liderou com o maior número de blocos sob contrato, 151, dos quais 104 foram assinados em 2024. Em seguida, as Bacias do Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo finalizaram o ano com 32, 28 e 26 blocos, respectivamente. No que se refere à área, a Bacia do Parnaíba manteve a maior extensão contratada onshore (33,5 mil km²), seguida pelas Bacias do Paraná e São Francisco.

Atividades exploratórias

Em 2024, não houve levantamentos de dados exclusivos concluídos. A perfuração de poços exploratórios na fase de exploração, considerada o principal indicador de desempenho do segmento, apresentou queda significativa em 2024, com apenas 10 poços perfurados, sete marítimos e três terrestres, o menor número desde a criação da ANP.

A queda acentuada do volume de atividades exploratórias executadas nos últimos anos evidencia a relevância da implementação de ações visando impulsionar o desempenho do segmento de exploração. Em 2024, duas ações regulatórias foram conduzidas pela ANP nesse sentido. Foi dada continuidade à ação que resultou na resolução que trata do cumprimento do Programa Exploratório Mínimo (PEM) fora dos limites da área original.

Adicionalmente, teve início uma nova ação regulatória, cujo objetivo é avaliar as medidas necessárias para a reformulação do PEM, considerando os avanços tecnológicos do segmento de exploração de petróleo e gás natural, os aspectos associados à descarbonização da indústria e os desafios para a melhoria do desempenho da fase de exploração.

Declarações de comercialidade

Entre 2016 e 2024, foram efetivadas 54 Declarações de Comercialidade, sendo 20 no ambiente marítimo, por cinco empresas operadoras de contratos, e 34 no terrestres, por 12 operadoras. Do total, seis foram efetivadas em 2024.

Os volumes in place (ou seja, o volume total de petróleo e/ou gás natural no reservatório) associados às declarações do período foram estimados em 17,7 bilhões de barris de petróleo e 357,3 bilhões de metros cúbicos de gás natural.

A Declaração de Comercialidade é o ato de a operadora informar à ANP que, após avaliação técnica e econômica das descobertas realizadas em um bloco, os resultados indicam a viabilidade comercial para o projeto de produção. No momento da apresentação da Declaração de Comercialidade, o contrato entra em fase de produção. Uma vez efetivada essa declaração, a área retida do bloco se transforma em uma “área de desenvolvimento”. Após a apresentação de um Plano de Desenvolvimento pela empresa e sua aprovação pela ANP, origina-se o campo.

Previsão de investimentos

O Relatório Anual de Exploração 2024 também traz estimativas de investimentos referentes à fase de exploração, para o período de 2025 a 2028, com base nos Planos de Trabalho Exploratórios (PTE) enviados pelas operadoras à ANP. O PTE é o instrumento em que as operadoras especificam as atividades e os respectivos cronogramas e orçamentos para cada bloco sob contrato. A partir deste ano, o Relatório passa a apresentar os valores de previsões investimentos em dólar, moeda adotada nos PTEs.

Entre 2025 e 2028, estão previstos investimentos de US$2,33 bilhões na fase de exploração, sendo que US$1,55 bilhão, 67% do total, estão concentrados em 2025.

No período, o ambiente marítimo deve absorver cerca de 94% dos recursos, correspondendo a US$2,20 bilhões; 6%, ou seja, US$0,13 bilhão, estão previstos para serem executados no ambiente terrestre. Essa distribuição segue o padrão dos últimos anos, refletindo o maior custo das atividades em ambiente marítimo.

Atividades relacionadas a poços permanecem liderando os investimentos, com US$2,02 bilhões no período, seguidas pela compra de dados não exclusivos. Entre as bacias marítimas, Santos, Campos e Pelotas lideram a previsão de investimentos. No ambiente terrestre, destacam-se as bacias do Parnaíba, Paraná e Potiguar.

Detalhando-se as previsões para o ano de 2025, dos US$1,55 bilhão previstos, 95% serão investidos no ambiente marítimo, com ênfase na perfuração de oito poços offshore, nas Bacias de Campos e Santos, além de outros 17 onshore, distribuídos nas Bacias do Parnaíba, Potiguar, Amazonas e Espírito Santo.


Leia também: Mercado reduz previsão da inflação para 4,85%

Tags: ANPBacia de SantosBacia PotiguarBacias do Recôncavodestaquegás naturalpetróleo
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