Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, calculado pelo IBGE, ficou em -0,08% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O indicador mostrou a primeira deflação (queda média de preços) em mais de um ano: não era negativo desde junho de 2024, quando havia ficado em -0,04%.
Ficou, porém, levemente acima do índice nacional (que foi de -0,11%) e foi somente a 11ª maior deflação entre os 16 locais pesquisados separadamente pelo IBGE, dos quais 13 tiveram recuos nos preços. O município de Goiânia/GO (-0,40%), e as RMs Porto Alegre/RS (-0,40%) e Rio de Janeiro/RJ (-0,34%) apresentaram as maiores quedas médias de preço em agosto. Por outro lado, a Grande Vitória/ES (0,23%), Brasília/DF (0,11%) e a RM São Paulo/SP (0,10%) foram os únicos locais a apresentar alta na inflação no mês.
Mesmo com o resultado do mês, o IPCA da RMS ainda acumula alta de 2,94% no ano de 2025. Está abaixo do índice nacional (que é de 3,15%) e é o 11º entre as 16 áreas, num ranking encabeçado pela RM São Paulo/SP (3,57%), pela Grande Vitória/ES (3,56%) e pelo município de Aracaju/SE (3,48%).
Nos 12 meses encerrados em agosto, a inflação na RM Salvador desacelerou, acumulando alta de 4,94% (frente a 5,06% nos 12 meses encerrados em julho). Também continuou abaixo da registrada no Brasil como um todo (5,13%) e é a 7ª mais elevada entre os 16 locais.
Alimentos e habitação
A deflação de agosto foi resultado de quedas em quatro dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA. O grupo alimentação e bebidas (-1,11%), que possui o maior peso na formação do índice de inflação na RMS, registrou a maior queda e deu a principal contribuição para segurar o IPCA da região no mês.
Os preços dos alimentos na região caem seguidamente há três meses, e em agosto, registraram a maior queda em um ano, desde agosto de 2024 (quando havia sido de -1,44%).
A queda foi puxada exclusivamente pelos produtos comprados para consumo em casa (-1,61%), como o tomate (-17,27%) e a cebola (-23,49%, maior queda de preços entre os produtos e serviços pesquisados). As carnes (-2,29%) também apresentaram importante redução de preços. Por outro lado, a alimentação fora do domicílio teve alta (0,33%).
Já a habitação (-0,84%) teve a terceira maior queda de preços e deu a segunda maior contribuição para a deflação geral da RMS. O resultado do grupo foi influenciado pela energia elétrica residencial (-4,49%), item que, individualmente, mais puxou o IPCA da RMS para baixo em agosto.
Alta
Por outro lado, entre os cinco grupos com alta média de preços em agosto, na RMS, saúde e cuidados pessoais (0,70%) e despesas pessoais (0,80%) foram os que mais ajudaram a frear a deflação da região.
A alta dos preços da saúde foi a terceira maior entre os grupos, puxada principalmente pelos itens de higiene pessoal (1,17%), como o produto para cabelo (3,17%). Já a inflação das despesas pessoais, a segunda maior, foi mais influenciada pelos jogos de azar (3,60%).
O grupo vestuário (1,09%) foi o que registrou a maior alta de preços em agosto, embora possua um peso menor na composição do IPCA na RMS. A principal influência veio das roupas femininas (1,40%), como a blusa (2,51%).
O grupo dos transportes (0,28%) voltou a registrar aumento de preços em agosto, na RMS, após queda em julho (-0,44%). Nele, está o item que, individualmente, mais puxou o IPCA da região para cima: a gasolina (1,25%), que havia apresentado forte queda de preços no mês anterior (-3,86%).
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